Obras:
Amour et Dieu, poesias líricas (1874);
O Abolicionismo (1883);
O erro do Imperador, história (1886);
Escravos, poesia (1886);
Porque continuo a ser monarquista (1890);
Balmaceda, biografia (1895);
A intervenção estrangeira durante a revolta, história
diplomática (1896); Um estadista do Império, biografia, 3 tomos (1897-1899);
Minha formação, memórias (1900);
Escritos e discursos literários (1901);
Pensées detachées et souvenirs (1906);
Discursos e conferências nos Estados Unidos, tradução do inglês
de Artur Bomilcar (1911);
Obras completas, 14 vols. org. por Celso Cunha (1947-1949).
Joaquim Nabuco (J. Aurélio Barreto N.
de Araújo), escritor e diplomata, nasceu em Recife, PE, em 19 de agosto de
1849, e faleceu em Washington, EUA, em 17 de janeiro de 1910. Compareceu às
sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira de Letras, fundador
da Cadeira nº 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado
secretário-geral da Instituição na sessão de 28 de janeiro de 1897, exerceu o
cargo até 1899 e de 1908 a 1910.
Era filho do Senador José Tomás Nabuco
de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, irmã do marquês do Recife,
Francisco Pais Barreto. Estudou humanidades no Colégio Pedro II,
bacharelando-se em letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três
primeiros anos de Direito e formou-se no Recife, em 1870. Foi adido de primeira
classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.
Atraído pela política, foi eleito
deputado geral por sua província, vindo então a residir no Rio. Sua entrada
para a Câmara marcou o início da campanha em favor do Abolicionismo, que logo
se tornou causa nacional, na defesa da qual tanto cresceu. De 1881 a 1884,
Nabuco viajou pela Europa e em 1883, em Londres, publicou O Abolicionismo.
De regresso ao país, foi novamente eleito deputado por Pernambuco, retomando
posição de destaque da campanha abolicionista, que cinco anos depois era
coroada de êxito. Ao ser proclamada a República, em 1889, permaneceu com suas
convicções monarquistas. Retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e
ao estudo.
Nessa fase de espontâneo afastamento,
Joaquim Nabuco viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo
jornalismo. Freqüentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou
relações e amizade com altas figuras da vida literária brasileira, Machado de
Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia
Brasileira de Letras, em 1897.
Nesse período, Joaquim Nabuco escreveu
duas grandes obras: “Um
Estadista do Império”, biografia do pai, mas que é, na verdade, a história
política do país e um livro de memórias, “Minha Formação”, uma obra clássica de
literatura brasileira.
Em 1900, o Presidente Campos Sales
conseguiu demovê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro
plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a
Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa. Em 1901, era acreditado
em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905,
em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência
Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano
Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla
e efetiva aproximação continental. Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana,
para assistir à restauração do governo nacional de Cuba.
Grande era o seu prestígio perante o
povo e o governo norte-americano, manifestado em expressões de admiração dos
homens mais eminentes, a começar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo
Secretário de Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu
uma série de conferências, sobre cultura brasileira. Quando faleceu, em
Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o
cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Brasil, no
cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a
cidade que o viu nascer.
Em 28 de setembro de 1915, Recife inaugurou, em uma de
suas praças públicas, sua Estátua.
Um monumento em homenagem ao escritor pernambucano Joaquim Nabuco, foi inaugurado pela Academia Brasileira de Letras, ao lado do prédio da ABL, no centro do Rio, nesta quinta-feira (17). A estátua de bronze tem 1,90m, 220kg.
FONTE: ABL, 2012.

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